

Destaco aqui alguns aspectos à respeito do texto de Marta Kohl de Oliveira,indicado pela professora Dóris:
Hoje me animei na retomada do blog,pois já estamos voltando as atividades no PEAD e na próxima segunda-feira, na escola.Volto cheia de preocupações por vários motivos:


O segundo projeto ,comentado por ele ,foi realizado numa escola pública.Certo dia,os alunos chegarm na escola e ficaram surpresos,pois a mesma estava toda decorada com perguntas(no pétio,no refeitório,nos corredores...),ali colocadas por todos os professores.Quando as aulas iniciaram,os alunos perguntaram o motivo daquela "decoração".Ouviram como resposta que,aquelas eram questões elaboradas por eles mesmos (alunos) tempos atrás,quando foi solicitado por todos os professores,que cada aluno escrevesse numa folha de papel,sem assinar,o que achavam que a escola deveria responder para ele.Então ,a partir daquele dia,todas as aulas deveriam responder àquelas questões,em todas as disciplinas.Mas que cada aluno,deveria se perguntar se ,no fim do dia,as aulas responderam àquela pergunta,porque no dia seguinte,ela já não estaria mais lá!

O vídeo acima,indicado pela Bia,além de me deixar embasbacada ,me fez lembrar de uma reunião que tivemos na escola,no início de março.A orientadora colocou,aleatóriamente,uma etiqueta ,na testa de cada professora presente.Não podíamos dizer nada sobre o que estava escrito nela e nem tínhamos acesso à um espelho.Andamos pela sala e depois de um tempo,podemos dizer apenas se que o que estava escrito lá realmente descrevia aquela pessoa ou não.
Caiu a ficha: rótulos + alunos= aquela mesma sensação da reunião pedagógica. Qual sensação?A pior possível!Eu não imaginava o que estava escrito na minha testa pela reação das minhas colegas.Quando puder ler minha etiqueta ,foi um alívio!Estava escrito SIMPÁTICA.
Aí eu trouxe este sentimento para a sala de aula e fiquei pensando em como nossos alunos sentem-se quando temos determinadas atitudes baseadas em "olhares" que não são os nossos,baseadas num tempo mínimo de convivência,baseadas nos preconceitos que temos,baseadas em coisa nenhuma.
A moça do vídeo recebeu um ETIQUETA GIGANTE antes de entoar aquela canção.Que maravilha a expressão no rosto daqueles jurados.
Escrevendo agora,pensei no fórum de EPNEE,com o tema inclusão:que etiqueta o governo quer colocar nas crianças que são "incluídas" sem a estrutura devida?
Será que a inclusão,da maneira como vem sendo feita,não é uma forma de etiquetar?

Uma vez eu li assim:"Paus e pedras quebram meus ossos ,mas palavras não me atingem".Não lembro onde li,mas até bem pouco tempo concordava,quando esta frase se aplicava àquelas pequenas coisas do dia a dia,alguém estressado numa fila de banco,no trabalho,enfim...
